Noticiamos com pesar o falecimento do pastor Façotudo Centralizador.
São tantas as complicações que o laudo final da necrópsia ainda vai demorar.
Mas, como dados preliminares já se sabe que foi over dose.
A expressão de agonia ansiosa em seu semblante demonstrava isto:
1. Overdose de reuniões da “obra de Deus”:
Ele aceitara tantos cargos e posições que chegava a ter três reuniões num só dia
2. Overdose de atividades em sua Igreja:
Ele chegara à conclusão que a solução seria campanhas evangelísticas constantes
3. Overdose de compromissos financeiros:
À cada visita que fazia a outra igreja, ele queria equiparar em tecnologia e móveis.
A coisa piorou quando chegou a onda de gravar cd. Gravou algo muito caro, mas, não vendeu nem metade. Conta-se que em seus últimos meses ele tinha sempre um martelo e algumas dúzias dos cedezinhos; para acalmar-se ele espatifava alguns.
4. Overdose de Rumos
Num só ano ele implantou em seu sofrido rebanho três estratégias diferentes: Células, Igreja com Propósito e Igreja das Correntes Milagrosas.
Como ele era daqueles que seguem à risca os protótipos, até seu sotaque foi mudando, castelhano, gringo e até um carioquês ele arriscou.
Frustrado, ele morreu...
Morreu para sua esposa que o ama tanto e hoje só restam lembranças daquele homem apaixonado de outrora;
Morreu para seus filhos que estão atravessando a adolescência com um pai ausente e estressado;
Morreu para seu rebanho que viu seu pastor ser substituído por um capataz neurótico;
Morreu para seu principal sonho: SER AMIGO ÍNTIMO DE DEUS!
Fica como triste lembrança algumas de suas frases preferidas:
- Se você quiser que fique bem feito, faça você mesmo!
- Supervisione pessoalmente o caixa da Igreja, vai saber lá...
- Domingo, o púlpito é meu!
- Jamais tirei um dia de folga!
- Menino, vai pra lá! O pai tá ocupado!
E-mail mandado pelo Pr. Anézio – resgatado do capataz, nem sei como.